Os Encantos da Jordânia


A Jordânia é muito mais do que longos desertos repletos de camelos e beduínos, é um país pequeno em extensão mas grande na diversidade! É uma cultura rica com cenários que misturam montanhas, praias, construções históricas, igrejas antigas e vida urbana.

Além de ser um lugar acolhedor, é um país árabe do Oriente Médio que mantém relações de paz com a vizinha Israel.

Suas planícies desérticas e vermelhas cobrem grande parte de seu território, porém contrastam com imponentes falésias e colinas. Tudo isso pode ser visto em uma viagem de carro de norte a sul.

Após dois dias visitando a moderna e rica capital, Amman (ponto de chegada), nos deparamos com uma cidade desenvolvida, de mentalidade neutra! É notória a integração das mulheres à sociedade, elas podem optar pelo uso ou não do véu, mesmo sendo muçulmanas. O maior exemplo disso foi quando estivemos no badalado "FIVE Grill & Lounge", aqui havia mesas lotadas por belos jordanianos que aproveitavam o fim do dia para um happy hour. Eram grupos de jovens executivos vestindo seus ternos, que flertavam com um grupo de finas garotas, lisonjeadas pelos cortejos e sentadas à mesa ao lado! O bar fica em um terraço lateral do Four Seasons Hotel, com vista para movimentada avenida que está um nível abaixo. Todos nos deliciamos com a boa música, a excelente comida e o serviço cinco estrelas. O lounge mistura orientais e ocidentais que bebericam seus drinks ou fumam os cheirosos narguiles. Uma experiência imperdível. 

O passeio mais legal, estando em Amman, é a visita a Jerash. O caminho até lá já é pitoresco pela história, passamos pelo bairro onde vivem os jordanianos de origem palestina e também onde há vários imigrantes do
Iraque e Síria. Mais um pouco em direção ao norte e chegamos às Ruínas de Jerash. Em excelente estado de conservação, mesmo após terremotos e outras ações naturais, Jerash é um histórico sítio arqueológico cujo registro de ocupação humana data de 6,5 mil anos atrás. A cidade teve seu auge durante o domínio de 300 anos do Império Romano, o que determinou suas principais características arquitetônicas e da mitologia. Destaque para a acústica do teatro, algo de dar inveja às tecnologias modernas.

Deixamos o lado urbano e seguimos pelos campos de oliveiras, em direção a Wadi Rum e depois Petra. O centro do país é cortado por canyons e montanhas. Após umas horas de viagem em direção sul, notamos as montanhas vermelhas que ladeiam areias ocres, um degradê incrível! Estamos em Wadi Rum, um deserto com montanhas cuja mais alta é o Monte Dami (1800 m). Embarcamos em um Jeep 4X4 guiado por um beduíno para nos aventurarmos em um safári. O vale ficou, mundialmente, famoso por causa do oficial britânico T.E. Lawrence, responsável pela manobra britânica para vencer o Império Turco Otomano, em 1917/18 e que fazia dessa região, a sua base. O passeio é incrível e recomendado a todos, principalmente aos amantes da fotografia. Escolha chegar lá ao final da tarde, pois já não faz calor e o reflexo do sol poente nas areias e montanhas proporciona a valorização das cores que seguem a paleta do vermelho-marrom. Só recomendaria um pernoite em uma das tendas do lugar para aqueles que curtem o turismo aventura, uma vez que a infra estrutura é muito básica.

Aproveitamos Wadi Rum e dali seguimos para Petra. Apesar de já ser noite, ainda estávamos com disposição e nossos ânimos se elevaram, mais ainda, ao avistarmos as escarpas com luzinhas ao seus pés que indicavam que estávamos nos aproximando de Petra.

Petra é uma cidade bem simples, tem ruas estreitas e movimentadas. Nos hospedamos no Movenpick Hotel, um 4 estrelas que fica bem de frente do complexo de visitação das Ruínas de Petra, esta é a grande vantagem do hotel, bem como o seu restaurante do terraço! Ali, fomos muito bem atendidos.
A hospitalidade típica do povo de interior nos fez estreitar laços de amizades com os nossos gentis garçons que nos passaram receitas da cozinha árabe e nos fizeram experimentar os vinhos e espumantes locais (destaque para um tinto que não me lembro qual era a uva). 

A visita às Ruínas de Petra deve acontecer cedo, pois o sol é causticante. O turista precisa calçar um bom par de tênis, levar um chapéu, óculos escuros e estar descansado para enfrentar a caminhada.


O primeiro ponto do sítio arqueológico que mais impressiona é o majestoso Al Khazneh (Templo do Tesouro).
Em um dia da semana, também pode-se optar por fazer a visita ao templo à noite, quando velas acesas são espalhadas no caminho que o conecta, trata-se do Petra by Night (atenção, o tour se limita à vista ao Al Khazneh, somente)O passeio às ruínas precisa ser guiado, pois a cada passo uma informação preciosa é dada! Só assim ficamos cientes da história milenar do povo Nabateu que nomeou Petra a sua capital. Há a possibilidade de fazer o trajeto em uma charrete ou até montado em um camelo.

O local registra dados históricos desde o ano de 
1200 A.C. quando ainda era habitado pelos Edomitas, povo que700 anos mais tarde, foi dominada pelos Nabateus e migrarem para o sul da Palestina. Em 63 A.C., o general romano Pompeu anexou Petra ao Império Romano. Petra passou dos romanos aos bizantinos em 395, quando Constantino fundou o império com capital em Constantinopla.

Caso queira visitar o extremo sul da Jordânia, o momento é agora.
Junto as águas quentes do Mar Vermelho está Aqabah, único porto marítimo da Jordânia, bem ao lado do Egito e Israel. A cidade além de ser o porto de escoamento de commodities jordanianos é um posto de fronteira e balneário propício para a prática de mergulho. Como íamos para a Turquia, logo depois, optamos por não visitar Aqabah.
 

Após uma imersão total na história, seguimos para o ponto mais baixo da terra, o Mar Morto (400 metros abaixo do nível do mar). Alimentado pela
fenda do vale do Rio Jordão este mar faz de sua ultra concentração de sal o motivo para a escassez de vida em suas águas. A alta salinidade permite que nossos corpos flutuem durante o banho e proíbem que mergulhemos a cabeça, pois do contrário podemos queimar os lábios e os olhos. A água mais parece um óleo e 15 minutos é o tempo limite que suportamos. O mar está entre a Jordânia e Israel, ali vários hotéis e resorts famosos ficaram sua bandeiras. O nosso hotel foi o Movenpick Dead Sea, é mais um gigantesco resort que oferece de tudo: praia, várias piscinas, restaurantes, shows festivos à noite e o melhor de tudo, seu spa. A maioria dos roteiros prevê uma noite de estada no Mar Morto, porém em se tratando dos amantes de spas, duas noites no Movenpick Dead Sea se torna essencialmente relaxante. O hóspede precisa pagar à parte, mas vale cada centavo! Com 6.000 metros quadrados, o Zara Spa é um dos mais avançados do Oriente Médio e oferece piscinas com jatos relaxantes, jacuzzis, piscinas com água do Mar Morto (alivia diversos males, sobretudo os ligados à circulação sanguínea e às articulações), sauna e mais de 20 tipos de tratamentos, além das massagens.

Para aqueles que curtem histórias religiosas, a mesma diz que sob o Mar Morto está a lendária cidade Sodoma e Gomorra destruída por Deus devido a imoralidade de seus habitantes. Também, bem pertinho dali, está a estátua de sal da mulher de Ló e o Rio Jordão, local de batismo de Jesus
.

O Mar Morto está a 100 km do aeroporto de Amman, por isso de acordo com o horário do seu voo agende um traslado ou opte por mais uma noite em Amman.

A operadora que mais conhece de Jordânia no Brasil e que presta os serviços mais exclusivos, atendendo à todos os perfis, é a Kangaroo Tours (escritórios em São Paulo, Rio e Curitiba). www.kangaroo.com.br

Kangaroo Tours São Paulo
Al. Ministro Rocha Azevedo, 456 CJ 202
Tel.: (11) 3509-3800
e-mail: info@kangaroo.com.br


por ROBERTO CHRISTO



FOTOS

Monte Nebo

Amman

Wadi Rum

Wadi Rum

Wadi Rum

Wadi Rum

Tenda em Wadi Rum

Petra

Petra

Petra

Petra

Petra

Estátua de sal da mulher de Ló

Mar Morto

Mar Morto

Spa do Moevenpick Dead Sea

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

Jerash

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